TOPSHOT - Handout picture released by the Sao Paulo State Government press office showing a volunteer receiving the COVID-19 vaccine during the trial stage of the vaccine produced by the Chinese company Sinovac Biotech at the Hospital das Clinicas (HC) in Sao Paulo state, Brazil, on July 21, 2020. The vaccine trial will be carried out in Brazil in partnership with the Brazilian Research Institute Butanta. - RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / SAO PAULO STATE GOVERNMENT " - NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS / AFP / Sao Paulo State Government / Handout / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / SAO PAULO STATE GOVERNMENT " - NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
Em meio a muitas incertezas sobre a cura da Covid-19, existe uma linha de pesquisa que avalia a eficácia da vacina BCG contra a doença, que já ceifou quase um milhão de vidas no planeta. A prova dos nove será conhecida no Brasil a partir de outubro, quando a Fiocruz e o Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch da Austrália iniciarão testes com a vacina, em profissionais da área de saúde. Coordenada no Brasil pelos pesquisadores da Fiocruz Julio Croda e Margareth Dalcolmo, a pesquisa foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Serão vacinados cerca de três mil profissionais que não tenham tido Covid-19. O estudo será financiado pela Fundação Gates.
Os voluntários passarão por exames para verificar se há ou não a presença do vírus no organismo. O estudo reúne também especialistas da Austrália, Espanha e Reino Unido, com o apoio da OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil a vacina BCG está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e é obrigatória para recém-nascidos desde 1976. De acordo com os protocolos do Ministério da Saúde ela deve ser aplicada o mais rápido possível, de preferência na maternidade, logo após o nascimento. Mas todas as crianças que ainda não completaram cinco anos de idade podem receber a dose única
De acordo com os pesquisadores, os voluntários receberão uma cepa da BCG dinamarquesa, portanto, não é igual a que está disponível no SUS, mas a vacina não sofreu nenhum tipo de mudança em sua composição. De acordo com a Fiocruz, pesquisadores australianos se basearam em estudos já existentes que mostram que a vacina BCG é eficiente contra outras infecções respiratórias virais. Eles observam que não há nenhuma comprovação de que a BCG é eficaz contra a covid-19, nem por quanto tempo ela mantém o organismo imune contra outras doenças respiratórias. Por isso, as pessoas não devem tomar a vacina acreditando que possa evitar o novo coronavírus.
Resultado em um ano
Conforme a Fiocruz, os participantes serão acompanhados por até um ano, e durante esse período, serão feitas “avaliações intermediárias recomendadas em estudos de longa duração”. Semanalmente será feitas ligações para os voluntários, a fim de verificar se eles tiveram sintomas de covid-19. Os resultados preliminares devem ser obtidos no primeiro trimestre de 2021, mas a conclusão definitiva só será divulgada daqui um ano. Caso seja comprovada a eficácia da vacina BCG para proteger contra a covid-19, será feito um novo pedido de registro à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para autorização de uso do imunizante com essa finalidade específica. O fato de a vacina já ser conhecida não acelera o processo de aprovação, pois ela era utilizada com outro objetivo, afirma a pesquisadora
Para realização desse estudo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) repassou R$ 600 mil. A verba é usada na realização de ensaios clínicos, que demandam aquisição de insumos para a execução das rotinas clínicas e laboratoriais, e de equipamento de informática para registro e análise de dados. Além disto, foi montada equipe treinada para a execução dos estudos. O recrutamento dos participantes teve duração de quatro meses.
(*)com informação da CMF.
FONTE: Ceará Agora.
