TOPSHOT - Handout picture released by the Sao Paulo State Government press office showing a volunteer receiving the COVID-19 vaccine during the trial stage of the vaccine produced by the Chinese company Sinovac Biotech at the Hospital das Clinicas (HC) in Sao Paulo state, Brazil, on July 21, 2020. The vaccine trial will be carried out in Brazil in partnership with the Brazilian Research Institute Butanta. - RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / SAO PAULO STATE GOVERNMENT " - NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS / AFP / Sao Paulo State Government / Handout / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / SAO PAULO STATE GOVERNMENT " - NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
Enquanto registrava casos de Covid-19, o Ceará anotou uma queda 81,9% nas ocorrências de H1N1 até o mês de setembro.
Se nos primeiros nove meses deste ano foram 19 ocorrências, em 2019, o número chegou a 105. Os dados são da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).
Somando 11 casos, março foi o mês com maior número de diagnósticos do vírus influenza, seguido por fevereiro (5), janeiro (2) e maio (1). Nos demais meses, cinco ao todo, não foram contabilizadas novas notificações.
No ano passado, porém, somente janeiro e setembro não tiveram registros. Durante o período sazonal, quando há alta dos números, a doença marcou 11 casos em março; 26 em abril; 44 em maio e 15 em junho. Na sequência estão julho (7), além de fevereiro e agosto com um caso cada.
Segundo a infectologista Mônica Façanha, professora do Departamento de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Ceará (UFC), o uso da máscara contribuiu para a diminuição nos casos da doença.
Enquanto algumas práticas precisaram ser suspensas com a chegada da Covid-19, como festas e aglomerações, outras passaram a ser regra, como o distanciamento social e o uso de máscara. “Com certeza o uso de máscara contribuiu para a redução da transmissão”, diz.
No entanto, a médica aponta que, para além do uso de máscara, outros
fatores também podem ter contribuído, como a subnotificação dos casos.
“Os olhares estão todos para pesquisar Covid-19, então é possível que
algum caso de H1N1 tenha passado sem que tenha sido feito a pesquisa
para o diagnóstico, porque como os quadros podem se superpor, pode ter
sido interpretado como Covid-19 e ser H1N1”, explica.
Além disso, também pondera que o aumento na área de cobertura da vacina
contra H1N1 também pode ter influenciado nesses índices. De acordo com a
Sesa, cerca de 2,56 milhões de doses da vacina foram aplicadas no Ceará
em 2019, correspondendo a 94,94% da cobertura vacinal, enquanto neste
ano, foram aplicadas aproximadamente 2,9 milhões de doses abrangendo
96,98% da meta.
Campanha
Por orientação do Ministério da Saúde, o Ceará antecipou a campanha de vacinação contra a gripe para o dia 23 de março.
Segundo a coordenadora de Imunização da Sesa, Carmem Osterno, três grupos atingiram 100% de cobertura vacinal: profissionais de saúde, idosos e indígenas. Cerca de 95% das crianças foram alcançadas. Já o de gestantes e puérperas ficou entre 80% e 90% da meta.
Para Carmem, o alcance deste ano poderá repercutir positivamente na próxima campanha vacinal. “Quanto mais vacinados, menor o risco de adoecerem. Quanto mais você vacina, mais pessoas ficam imunizadas e automaticamente o vírus circula menos”, atesta.
Contudo, apesar do estado ter registrado essa queda nos últimos meses, as ocorrências podem voltar a subir caso o uso de máscara e a prática do distanciamento seja interrompida, conforme alerta Mônica Façanha. “O distanciamento vai ser útil enquanto estiver acontecendo. Ele não tem uma ação a longo prazo em termos de prevenção. A não ser que a ação se mantenha”, finaliza a infectologista.
FONTE: Portal G1 – CE.
